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Tua escrava, minha Domme

Adeus ao "macho"

11:55 PM, Monday 29 March 2010 .. 1 comentários .. Link
Um dia Ela deixou de ser tolerante com meu excesso de liberdade. Saíra eu com amigos após o trabalho e tomava com eles uns chopes num bar quando li no celular o torpedo inapelável:

- Já para casa! Acabo de cuspir, e ai de ti se não chegar a tempo de lamber minha saliva ainda úmida no chão!

Todos viram como me apressei a inventar uma desculpa qualquer e pagar minha parte da conta no bar. Vi como se entreolhavam maliciosamente, pois eram machistas e viviam a me censurar por ser eu tão subserviente a minha mulher. E eu o era e sou, muito mais do que eles imaginariam, a ponto de o temor de desobedecê-la ser tamanho que sempre acabou vencendo o medo de não parecer machista como eles. Ah, se eles soubessem os detalhes! E se soubessem como é o verdadeiro relacionamento com "minha mulher"...

Chego em casa esbaforido, após quase correr pelas ruas, movido pelo medo de ser castigado se chegasse em casa e encontrasse o chão sem sinais de sua cusparada. Afinal, seria sinal de desobediência mas também de descaso pelo desperdício de algo que veio do interior do próprio corpo Dela e que, por isso, é sagrado para mim e que tomo como dádiva emanada de Sua bondade.

Encontro-a de pé, no meio da sala, com o dedo apontando para o chão, meio mostrando o ponto para onde deveria dirigir-me, meio ordenando que me dirigisse até ele. Joguei-me no chão e pus a lamber avidamente, orgulhoso de ter chegado a tempo e de ter mostrado minha submissão, e agradecido pela honra que me era concedida. Também alegrava-me por ter me livrado do castigo tão temido, mas isso se mostrou logo ilusório:

- Vá buscar meu chicote, ajoelhe-se, beije-o e entregue-o em minhas mãos, agora mesmo! Quero ensinar-lhe umas coisinhas...

Fiz o que me ordenou, para não incidir em desacato a Sua Autoridade inquestionável, mas tentei argumentar:

- Mas Senhora, a Senhora me permitiu sair com meus amigos...

- O fato de eu permitir não me impede de castigá-lo a meu bel-prazer, para que tenhas sempre em mente quem manda aqui. Deves aprender que tu obedeces sem questionar as minhas regras, e que eu mudo as regras quando bem quiser e entender e sem sequer te comunicar. Pois hoje decidi mudar as regras, e se tu ainda não sabias disso quando as estavas inflingindo, azar o teu. Agora conte uma a uma as 40 chicotadas que te darei e, a cada uma delas, peça perdão e agradeça pelo castigo merecido.

Humilhado, mas consciente de que Ela sempre está com a razão total, submeti-me docilmente a Suas chibatadas, com o agravante de que ela acrescentou mais algumas só para me ensinar que Ela (ao contrário de mim) não se submete a limites, mesmo os que Ela mesma tiver estabelecido. Vendo que eu aprendera claramente a lição e que eu chorava copiosamente de dor e arrependimento sincero, ordenou que eu limpasse as lágrimas em Seus pés e continuou a conceder-me a dádiva da Sua Doutrina, a qual eu escutava e ponderava atentamente:

- Muito bem, servo, decidi que a partir de hoje não tolerarei chopezinhos com amiguinhos após o trabalho. Teu mundo não é o deles, e eles não têm importância nenhuma para ti, não quero que os frequente mais, pois eles só têm servido para manter uns resquícios de aparências de machismo que não te convém mais, pois sabes que Eu o aboli. Tu não tens que satisfazer ao que eles esperam de ti, mas sempre e apenas satisfazer aos Meus interesses pessoais, pois foi pra isso que Eu te escravizei. Entendeu, verme?

- Sim, Senhora!

- E não me venha mais com essas histórias de que apenas sais com eles para relaxar após um longo dia de trabalho, pois o dia que passas no trabalho é apenas para Mim, para que eu gaste o que recebes da forma que Me aprouver, inclusive para alimentar-te, instruir-te ou vestir-te como eu determinar. Os outros podem ter direito a descansar porque são livres ou pensam que o são, mas tu és escravo, e escravo não tem repouso a não ser o concedido para refazer as forças para servir melhor depois. Portanto, ao sair do trabalho, direto pra casa, onde deverá ocupar-se de cultuar-me e servir-me. Claro que permitirei que estudes, pois isso aumenta minha glória e poder de ter um escravo culto e uma mente inteligente para servir a Minha Mente, mas deverá largar tudo e realizar cada mínima vontade Minha sempre que ordenado, pois Minha Vontade é prioridade sobre a tua, que existe apenas como objeto de realização da Minha, como tu sabes.

- Sim, Tua Vontade é totalmente livre em tudo, a minha é livre apenas para obedecer sempre a Tua Vontade.

- Isso! Apesar de um reles serviçal, tu aprendes rápido e até agora tens te mostrado digno do Meu Jugo. Isso estimula Minha bondade e me deixa inclinada a manter tua escravidão indefinidamente. Mas é preciso que fiques sempre atento e que aperfeiçoes tua submissão e idolatria ao Meu Eu, sob pena de eu te dar, vender ou simplesmente mandar embora.

Agarrei suas pernas, quase chorando, prometendo aperfeiçoar sempre minha servidão, implorando perdão por todos os erros e agradecendo imensamente por Ela se dignar a mantê-lo sob Seus pés. Ela sorriu satisfeita e concluiu Seus ensinamentos do dia:

- Para terminar, não faz sentido dar uma de machista na frente dos seus ex-amigos, pois tu sabes que só Eu sou sexualmente livre e escolho livremente que sexo assumo, quando, como e com quem. Tu, ao contrário, deves dedicar-te ao que Eu determinar para ti, e na maioria das vezes, como sabes, quero-te mulher, muito diferente do que teus amiguinhos pensam que tu és. Agora assuma Tua condição feminina, pois estou muito excitado e não vejo a hora de penetrar todo o Meu pênis na bundinha branca de minha escrava. Comprei umas roupinhas novas para provocares Meu maior prazer. Vá para o quarto e se produza como Eu gosto, e ai de ti se minha vontade de foder não aumentar o suficiente rapidinho. Agora vá, Minha puta particular.

Fui correndo para o quarto conhecer minhas novas roupinhas e me produzir feliz para minha Senhora, ansiosa por ser possuída por Ela novamente e rezando para que Ela me permita ser para sempre e me chamar de Sua escrava e puta bárbara walkiria, meu verdadeiro nome.


eu e Domme Ricardo

9:29 PM, Monday 29 March 2010 .. 1 comentários .. Link
Nasci "homem" e como tal educado pra ser forte, viril, dominador. Mas desde cedo meus desejos mais secretos me orientavam para o contrário, ainda que eu me rebelasse contra eles e tentasse ocultar de mim mesmo o que eu mais queria ser e fazer.

Até que, em 2008, Ela apareceu, negra, inteligente, livre, impositiva e forte, no mundo virtual da internet e me tornou cada vez mais consciente de meu ser mais secreto, ensinou-me que toda minha vida fora apenas uma preparação para a descoberta de que eu nasci e vivo somente para servi-La e idolatrá-La. Essa verdade absoluta foi se apossando cada vez mais de mim e, no começo deste ano de 2010, tornou-se meu destino definitivo, pois nos encontramos finalmente no mundo real e eu pude então recitar de joelhos, a Seus pés, meu Juramento de eterna e cega submissão, adoração e servidão a Seu Eu superior e divino.

Para os que estranharem eu me referir a Ela como Domme (no feminino) e Ricardo (no masculino), explico que isso se dá porque na nossa relação somente Ela tem liberdade total de tudo fazer, querer e ser, não sendo da minha conta perguntar como, quando, onde, porque ou com quem. E um ser perfeitamente livre assim não se contentaria em ser diminuído tendo apenas um sexo. Então a explicação do sagrado nome "Domme Ricardo" é que Ela assume os papéis sexuais que Lhe dá prazer e os muda na hora que quer ter prazer diferente. Quanto a mim, não tenho liberdade nenhuma, a não ser para procurar as melhores formas de obedecer a Ela, sendo eu consciente de que devo assumir os papéis sexuais que Ela determinar, entregando-me ou não a eles com prazer, de acordo com o que Ela achar melhor.

Acontece que Ela determinou que o temperamento forte, impositivo, dominador, ativo e altivo dela condiz mais com o que se espera mais frequentemente dos homens, ao passo que meu espírito dócil, passivo, frágil e submisso tem mais a ver com o que se espera geralmente das mulheres. Por isso dá mais prazer à Domme que, sempre que Ela não decidir o contrário, eu devo me comportar diante Dela como uma fêmea diante de seu macho e que devo levar essa minha condição de mulher submissa a seu homem até as últimas consequências, a não ser que a Domme determine que eu deva me portar como homem, como viado, como lésbica, como animal, como objeto ou seja lá o que Ela exigir que eu seja, pois Sua Vontade dita tudo o que sou na presença ou ausência Dela.

Por isso Ela decidiu que meu nome verdadeiro é walkiria (escrito sempre com minúsculas, como sinal de minha insignificância) e que deverei chamá-La Domme Ricardo, simbolizando que Ela é um Ser tão perfeito e livre que engloba dentro de si, indistintamente, tanto o homem quanto a mulher, diferente de mim, que só posso ser o que Ela ordenar e uma coisa de cada vez, devido a minha imperfeção natural.

Este blog é feito com a permissão de minha Rainha para que eu mostre o quanto reconheço, aceito, acato e idolatrro o Jugo absoluto a que Ela me submete, ao tempo em que Sua Bondade e Clemência me permite que eu seja feminino e, assim, ter como modelo a perfeição desse Ser superior a todos os outros, que é a Mulher. É aos pés deste Ser divino, cuja manifestação perfeita é minha Domme, que me ajoelho e imploro que aceite para sempre minha entrega, minha obediência, meu amor, minha idolatria.


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